11 outubro 2015

Peso

Mantenha seu peso corporal normal. Considera-se como um parâmetro, o índice de massa corpórea (IMC), sendo calculado pela fórmula: IMC = Peso ÷ (Altura)²

Considera-se os seguintes valores:

  • < 18.5 = baixo peso
  • 18.5 a 24.9 = normal
  • 25.0 a 29.9 = sobrepeso
  • 30.0-39.9 = obesidade
  • 40.0 = obesidade mórbida

Sempre tente atingir um IMC normal com exercícios físicos e dieta (baixam entre 5 e 10% do peso corporal respectivamente). Já as medicações baixam apenas entre 3 a 5 % do peso corporal. Portanto, os exercícios e a dieta são melhores. As medicações eventualmente devem ser usadas como auxílio para pessoas com IMC > 27 que não estejam conseguindo atingir as metas com os exercícios e a dieta e que venham aumentando seus riscos à saúde. Nunca use medicamentos sem acompanhamento médico. Estes devem ser medicamentos seguros e aprovados pelos respectivos órgãos reguladores e sociedades.

Cintura

Deve ser medida no meio da distância do rebordo da última costela com a crista ilíaca ântero-superior, durante a expiração.

Pasted Graphic

De uma maneira geral podemos dizer que se a circunferência abdominal for 90cm em homens e se 80cm em mulheres há risco cardiovascular. No entanto, existem variações raciais que devem ser considerados como mostrado na tabela abaixo (acima desses valores há risco cardiovascular). Lancet 2005; 336:1059.

fig.01

Depressão

Recomenda-se o rastreamento de depressão de todo adulto por meio de 2 perguntas:

1. Nas últimas 2 semanas, você tem se sentido deprimido, triste, sem esperança?
2. Nas últimas 2 semanas, você tem sentido menos interesse em suas atividades?

No caso de resposta positiva para qualquer uma das perguntas, deve-se fazer uma entrevista médica mais acurada para saber se de fato existe possibilidade de depressão.

Risco Cardiovascular

Classicamente alguns fatores de risco cardíaco são bem conhecidos como

  • Homem 45 anos e mulher 55 anos
  • Tabagismo
  • Dislipidemia (colesterol elevado ou triglicerídeos elevados ou ambos)
  • HDL baixo (< 40 mg/dL)
  • Sedentarismo
  • Hipertensão arterial
  • Obesidade
  • História familiar de doença coronariana em parente de 1º grau do sexo masculino < 55 anos ou mulheres < 65 anos.
  • Infarto ou Angina prévios
  • Equivalentes de doença coronariana: doença cerebrovascular, diabetes, doença arterial periférica, estenose de carótida, aneurisma de aorta abdominal e seus ramos

Se o paciente já teve infarto ou angina ou algum sintoma equivalente de doença coronariana (dispnéia, astenia), é considerado de alto risco e não haverá necessidade de maiores estratificações, sendo as metas a serem atingidas, mais rígidas. No entanto, se o paciente não possui essas situações, devemos continuar na estratificação do risco para saber como orientar o paciente. Assim, uma forma de fazer isto é calculando o risco de Framingham (nome da cidade onde se realizou o estudo). O cálculo se refere ao risco que uma pessoa tem de ter um infarto não fatal nos próximos 10 anos. Assim, a classificação ficou da seguinte maneira:
Baixo: < 1 e 10%; Médio: 10-20%; Alto: > 20%. Para calcular seu risco cardíaco, você pode acessar este link do Hospital Albert Einstein: Risco de Framingham